Bem vindo ao nosso serviço de controle da dor!

 

 

 

 

 

Por definição, a dor crônica é aquela que dura por mais de três meses, acima do período esperado para a cura de alguma lesão tecidual e/ou qualquer outro fator que motivou o seu início. Esta dor não apresenta nenhuma utilidade biológica para o nosso corpo, diferente da dor aguda, como aquela que sentimos ao bater um braço na parede, por exemplo; quando o mesmo fica dolorido, a dor sentida no braço servirá de alerta para o corpo para o mesmo evitar um novo traumatismo sobre a região, e piorar ainda mais os sintomas e a recuperação da lesão sofrida.

 

Estima-se que cerca de 30% da população mundial esteja sofrendo de algum tipo de dor crônica, e as mulheres são as mais afetadas, de modo que a dor crônica é uma experiência pessoal onde cada paciente tem as suas demandas específicas; cabe aos profissionais envolvidos com o seu tratamento o gesto de envolver este indivíduo em um aparato multiprofissional (com médicos, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, etc) para que sejam conjuntamente oferecidos os substratos para que este paciente alcance sucesso em seu tratamento e melhore a sua qualidade de vida.

 

Apesar de a dor crônica comportar - se como uma doença em si, rotular esta condição como doença ainda é discutível. Estudos recentes demonstraram que a dor crônica pode promover atrofia em regiões do cérebro que são necessárias para o processamento e modulação da dor, bem como em áreas envolvidas com a parte emocional.

 

Porém, com tratamento adequado, essas alterações podem ser revertidas. Outro estudo interessante, publicado em 2017, sugeriu que alterações na homeostase cardiovascular em pacientes com dores crônicas podem estar associadas ao risco de hipertensão arterial.

 

Atualmente, são disponibilizados vários recursos para o tratamento da dor, como o uso de medicamentos e psicoterapia, além de procedimentos como bloqueios anestésicos para alívio da dor em alguma área do corpo que esteja incomodando o paciente, ou métodos ablativos (onde a proposta é eliminar o foco doloroso sem alterar a função da área acometida pela dor) a exemplo das radiofrequências e neurólises, além da neuromodulação (responsável por alterar a percepção da dor por efeitos imunomoduladores).

 

De fato, a experiência de viver com dor crônica para algumas pessoas pode ser algo bastante frustrante, gerando sentimentos de culpa e impotência que podem até mesmo levar a depressão; por conta disso, instituir o tratamento de forma precoce, e viver uma vida com sentido, fazendo o bem e buscando a felicidade, são pilares essenciais para o sucesso, qualquer que seja o motivo desejado.

Dr. Gustavo Amariz

​© 2019 por Dr. Gustavo Amariz (Responsável Técnico) - medicinadador@hotmail.com