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A dor da fibromialgia

September 5, 2017

 

A fibromialgia é uma síndrome clínica que se manifesta principalmente por dor no corpo inteiro, onde a pessoa apresenta também grande sensibilidade ao toque e compressão de pontos dolorosos ao longo do corpo.

Além da dor generalizada, outros problemas podem acompanhar o quadro, como sono não reparador (mesmo após dormir a pessoa acorda cansada), fadiga crônica, formigamentos/dormências, ansiedade/depressão, tonteiras, alterações intestinais, etc.

A causa para fibromialgia ainda não foi totalmente esclarecida, estudos apontam que os pacientes tem uma sensibilidade bem maior a dor em comparação as pessoas que não tem fibromialgia, como se o cérebro dessas pessoas interpretassem os estímulos de forma exagerada, ativando cada vez mais o sistema nervoso, fazendo a pessoa sentir mais dor. A enfermidade também pode aparecer após eventos graves e estressantes na vida de uma pessoa como traumas físicos e /ou psíquicos, bem como após infecções.

O principal grupo de pessoas afetadas pela síndrome são as mulheres, principalmente na faixa etária de 30 a 55 anos.

Os sintomas principais da fibromialgia envolvem a dor no corpo todo (principalmente muscular) com grande sensibilidade ao toque, principalmente em alguns pontos específicos. Algumas pessoas dizem que até o fato de abraçar alguém pode ser uma experiência bastante dolorosa, além disso, os pacientes referem dificuldades para dormir e mesmo quando conseguem, acordam bastante cansados, como se não tivessem dormido bem. Associado a isso, alterações de memória como esquecimentos, queimações nas mãos, dores abdominais e de cabeça, alterações do humor, dentre outras, podem contribuir para o quadro clínico.

A depressão pode estar presente em até 50% dos pacientes com fibromialgia e ambas as condições atuam como um ciclo vicioso, piorando o quadro, porém nem todo paciente portador da síndrome sofre de depressão, sendo condições clínicas diferentes e merecem tratamento com o mesmo grau de atenção. Diferente do que se acreditava antigamente, a dor da fibromialgia é real e não psicológica (“inventada” pelo paciente), 

sabemos que a interpretação da dor pelo cérebro sofre influências múltiplas, dentre elas das emoções e isso é explicado devido a ação de neurotransmissores no cérebro como serotonina e noradrenalina, emoções positivas podem diminuir o desconforto da dor, ao passo que emoções negativas alteram a percepção dolorosa piorando os sintomas do paciente.

O diagnóstico da fibromialgia é clínico, através da história e exame físico realizados pelo médico assistente, encontramos a palpação de pontos dolorosos específicos em músculos do corpo. Atualmente, além da palpação dos pontos, valoriza – se bastante outras questões que afetam o paciente, como o cansaço, dificuldade de dormir, tristeza, etc.

Não existem exames específicos para diagnóstico da fibromialgia, porém o seu médico pode solicitar alguns exames para excluir outras doenças, como hipotireoidismo e artrite reumatoide que podem se associar ou mesmo ter apresentações semelhantes.

A fibromialgia é uma condição médica crônica, significando que dura por muito tempo, possivelmente por toda vida, mas, apesar disso, pode ser perfeitamente controlada, onde vários pacientes experimentam melhora importante da dor e até mesmo existem relatos de casos nos quais os sintomas retrocederam, é importante frisar que apesar da cronicidade, a doença não é progressiva e/ou deixa sequelas. Estudos recentes, apontaram maior risco de doenças cardíacas nestes pacientes, mas sem relação com a síndrome em si, talvez devido aos hábitos de vida dessas pessoas, como má alimentação, falta de exercícios, abuso de álcool, tabagismo,etc.

Considera – se a atividade física um método fundamental para melhora da dor associado a medicação, pois melhora o humor e a qualidade de vida como um todo, lembrando que uma boa alimentação também faz parte de uma vida mais saudável, além de bom controle emocional. Dentre os exercícios, os aeróbicos no solo (caminhadas) ou na piscina (hidroginástica) são os mais bem estudados e de valor definido como determinantes da melhora de vários sintomas da fibromialgia (dor, sono, cansaço, depressão, ansiedade, etc). O ideal é que seja realizada de 3 a 5 vezes por semana, durante 30 a 60 minutos, onde essa prática deve ser prazerosa e fazer parte do estilo de vida de cada um.

A acupuntura, apesar de amplamente utilizada e com grande auxílio para várias condições clínicas que envolvem dor ainda carece de maiores evidências para o seu uso em pacientes com fibromialgia.

A TCC (terapia cognitivo – comportamental) procura enfatizar os pensamentos do indivíduo e a forma como ele interpreta o mundo, sendo extremamente útil pra pacientes com fibromialgia pois pode ajudar os mesmos a entender e interpretar melhor suas atitudes frente a dor e demais sintomas da fibromialgia para assim enfrenta – los de forma mais efetiva.

Quanto as medicações, os anti – inflamatórios e demais analgésicos podem ser efetivos para dor que ocorre após dano tecidual, por exemplo, após cair no chão e machucar a perna, o local inflamado vai responder bem o tratamento com estes medicamentos, porém como na fibromialgia não existe lesão tecidual reconhecível e sim uma sensibilidade aumentada do cérebro devido a alterações em neurotransmissores no cérebro, lançamos mão de medicações que modulam a ação dessas substâncias, como os antidepressivos e anticonvulsivantes.

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