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A dor miofascial

October 16, 2017

 

A síndrome dolorosa miofascial, responsável pela origem dos trigger points (pontos gatilhos) é uma das causas mais frequentes de dor encontradas na população geral, a sua prevalência em adultos jovens é em torno de 37% nos homens e 65% nas mulheres, nos idosos essas taxas estão em torno de 85%. Devido ao seu desconhecimento, é frequentemente subdiagnosticada, como consequência, seu tratamento é muitas vezes postergado e inadequado, gerando sofrimento e incapacidade aos pacientes.

 

A dor miofascial é referente a uma síndrome específica causada pela presença de pontos gatilhos localizados nos músculos e/ou em suas fáscias. Os pontos gatilhos são caracterizados por uma banda muscular tensa gerando uma dor que piora a palpação e irradia para outras regiões do corpo, essa palpação é marcada pela presença do “jump sign” (o ponto parece deslizar entre os dedos do examinador) e além do mais também os músculos acometidos apresentam certa restrição de movimentos devido à dor.

 

A maioria dos casos ocorre devido a traumas/microtraumas na musculatura, sendo as regiões da cabeça, pescoço, ombros, quadril e coluna lombar os mais acometidos porque os músculos dessas regiões atuam de forma consistente contra a gravidade de forma repetitiva em nossas atividades diárias. A possibilidade da existência de pontos gatilhos secundários a patologias viscerais (órgãos internos) e/ou outras estruturas somáticas mais profundas também devem ser aventadas.

 

Em relação a fisiopatologia, após trauma/microtraumas da musculatura, ocorre uma disfunção das sinapses neuromusculares que leva a uma liberação persistente de acetilcolina responsáveis pela despolarização mantida das fibras musculares, associado a isso, a contínua produção de cálcio contribui para o encurtamento mantido dessas fibras. Caso esse processo persista, um ciclo vicioso que consiste por hipóxia muscular (falta de oxigênio no local) associado à produção de substâncias vasoativas no local são responsáveis por sensibilização dos nociceptores (receptores de dor) e hipersensibilidade a dor. Os pontos gatilhos secundários a outras doenças ainda não tem sua gênese totalmente compreendida, acredita – se que são expressões da sensibilização central.

 

O diagnóstico é basicamente feito através da história e exame físico, algumas ferramentas também podem ser úteis para documentação dos pontos gatilhos, como o ultrassom e a termografia.

 

Em relação ao tratamento, o padrão ouro é a inativação dos pontos gatilhos com a injeção intramuscular de anestésicos locais, o que fornece imediato alívio da dor e restrições de movimentos. Anti- inflamatórios, acupuntura, exercícios de relaxamento e fisioterapia também são aliados no tratamento dessa síndrome. Apesar disso, nenhum desses tratamentos podem ser considerados definitivos, devemos tentar identificar e corrigir os fatores que estão precipitando a formação dos pontos gatilhos, como má postura, uso incorreto e defeitos anatômicos que podem estar levando a sobrecarga na musculatura, além disso, infecções crônicas, estresse, alterações do humor, insônia e déficits nutricionais devem ser lembrados.

 

 

 

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