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Neuralgia pós - herpética

October 23, 2017

 

 

A neuralgia pós - herpética é conhecida como dor persistente por mais de 3 meses após a resolução das lesões de pele observadas no herpes – zoster.

 

O herpes zoster é uma erupção cutânea dolorosa na distribuição de um dermátomo (em um seguimento delimitado do corpo) e após infecção primária com a varicela, o vírus fica “adormecido” nos gânglios de nervos sensoriais cranianos e nos gânglios da raiz dorsal espinhais. A imunidade celular para o vírus da varicela – zoster diminui com a idade ou devido à imunossupressão. Nesta situação, o vírus reativa – se e migra por meio dos nervos sensitivos acometidos até a pele, causando pródromos de dor, seguido por erupção e eritema cutâneos. Estima – se que um em cada três indivíduos irá desenvolver herpes zoster durante a vida e a incidência de neuralgia pós-herpética pode chegar a mais de 20% em indivíduos acima de 80 anos.

 

Tipicamente as lesões são unilaterais e não ultrapassam a linha média e os locais mais acometidos são as regiões do tórax e o ramo oftálmico no nervo trigêmeo na face.

 

As complicações mais comuns do herpes zoster são as infecções secundárias, formação de cicatrizes e hiperpigmentação do local acometido e também a neuralgia pós-herpética que merece destaque, pois pode ter impacto negativo na qualidade de vida do indivíduo. Complicações neurológicas como encefalites e mielites podem acontecer, porém com menor frequência.

 

A fisiopatologia da neuralgia pós - herpética não é totalmente esclarecida, acredita – se que a reativação do vírus no gânglio da raiz dorsal causa destruição de fibras C promovendo o brotamento de fibras A beta onde agora estímulos que antes eram inócuos passam a causar dor com um simples toque (alodinia mecânica). Além disso, brotamento de axônios noradrenérgicos no gânglio da raiz dorsal (sobretudo ao redor de fibras a delta) suporta a hipótese de dor mantida pelo sistema simpático e também temos perda de neurônios gabaérgicos e outros componentes do sistema inibitório descendente da dor o que contribui ainda para uma maior sensibilidade na área.

 

O quadro clínico é composto por dor em queimação, formigamentos, agulhadas, choques, alodinia (dor apenas ao passar a mão e/ou contato com a roupa) e hiperalgesia (dor intensa com um estímulo que normalmente causaria pouca dor).

 

O diagnóstico é basicamente clínico (história de manchas típicas do herpes zoster e após resolução do quadro fica a dor persistente) e caso o paciente apresente dor sem história clara de erupções típicas do herpes zoster, podemos lançar mão de testes sorológicos.

 

As formas mais consistentes de prevenção da neuralgia são o tratamento da fase aguda do herpes zoster com antivirais e também vacinação contra varicela – zoster na infância e contra o herpes zoster para adultos (aprovada pelo FDA para indivíduos acima de 50 anos).

 

Portadores de lúpus, diabetes, imunossupressão, história de trauma local podem estar associados a maior risco de NPH.

 

O tratamento da NPH é multidisciplinar e também inclui medicações para dor neuropática como antidepressivos e gabapentinóides, além de bloqueios anestésicos tanto na fase aguda do herpes zoster (metanálise recente demonstrou que pode diminuir a ocorrência de NPH) bem como na neuralgia pós-herpética.

 

 

 

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