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Síndrome dolorosa complexa regional

October 27, 2017

 

A síndrome dolorosa complexa regional (SDRC) é denominada como uma dor desproporcional a intensidade da lesão ocorrida e persiste após o tempo esperado para sua resolução.

 

Existem 2 subtipos da síndrome, o tipo 1 ocorre na ausência de lesão nervosa e a do tipo 2 ocorre em vigência de lesão nervosa conhecida.

 

A SDRC ocorre após variados tipos de traumas teciduais e já foram documentados casos onde não haviam lesões teciduais evidentes e também em casos de imobilização prolongada, porém as fraturas são as causas mais comuns da síndrome, respondendo por mais de 40% dos casos.

Ela é mais comum em mulheres do que em homens, com incidência maior entre 50 a 70 anos de idade e também ocorre mais comumente nos membros superiores. Nos EUA, estima – se que a incidência do tipo 1 é de 5,46 casos para cada 100.000 pessoas e a do tipo 2 de 0,82.

 

A fisiopatologia é multifatorial e envolve uma desregulação no processamento da dor pelo sistema simpático e nervoso, onde fatores genéticos, inflamatórios e psicológicos podem contribuir.

 

Quanto a sintomatologia, os pacientes podem apresentar alodinia (dor a um simples toque no local), hiperalgesia (dor intensa com um estímulo que seria pouco doloroso), alterações de temperatura, cor, em pêlos, pele e unhas, edema, fraqueza e restrição de movimentos na extremidade afetada.

 

O diagnóstico é clínico e de exclusão, como diagnósticos diferenciais podemos citar neuropatias, celulites, eritromelalgia, vasculites, insuficiência vascular, linfedema, trombose venosa profunda, fenômeno de raynaud, entre outros.

 

Os critérios de Budapeste podem auxiliar na identificação da SDRC, além da dor desproporcional ao grau da lesão sofrida, o paciente deve reportar ao menos um sintoma em 3 das 4 categorias apresentadas abaixo:

 

- sensoriais: relato de hiperalgesia e/ou alodinia

- vasomotores: assimetria de temperatura e/ou cor da pele, bem como mudanças de cor

- sudomotores: edema, secreções

- motores/tróficos: alterações de pêlos, pele e unhas, restrição de movimentos e disfunção motora (fraqueza, tremores, distonias).

 

Adicionalmente, também deverá apresentar ao menos 1 sinal em 2 ou mais dessas categorias apresentadas acima no momento da avaliação médica e finalmente, nenhum outro diagnóstico poderia explicar melhor esses sinais e sintomas.

 

Quanto ao tratamento, sabemos que existe possibilidade da síndrome melhorar de forma espontânea, mas devido ao seu potencial debilitante, tratamento multiprofissional agressivo deve ser iniciado logo que for possível e envolve regime multimodal de medicamentos (combinação de várias classes de drogas), procedimentos intervencionistas (são úteis principalmente se usados no tempo correto), neuromodulação e infusões venosas de medicações específicas.

 

 

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