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2017, ano de combate a dor pós operatória

November 13, 2017

 

 


 

A dor crônica pós-operatória (DCPO) é aquela que se mantém por dois meses ou mais após o ato cirúrgico, quando se excluem quaisquer outras causas de dor, como câncer ou infecção crônica. A DCPO interfere no retorno do indivíduo às suas atividades diárias e também na sua capacidade de produção.

No período pós – operatório imediato, devido a ativação direta de células que detectam o estímulo de dor (nociceptores), bem como inflamação e lesão nervosa, provocam dor no local da cirurgia e em regiões próximas, que podem ser evocadas por um simples toque, respiração, tosse e movimentos breves. Caso realmente ocorra danos aos nervos, a dor pode assumir também componente neuropático e isso ocorre especialmente após herniorrafias inguinais, mastectomias, toracotomias, amputações e osteotomias mandibulares.

Embora pouco documentada na literatura, a incidência de DCPO é muito variável e ocorre tanto após operações de grande complexidade quanto após cirurgias mais simples, principalmente naquelas que provocam lesões nervosas. Os procedimentos mais implicados parecem ser as amputações de membros, toracotomias, herniorrafias inguinais, mastectomias e colecistectomias.

Dentre os fatores que podem estar ligados à dor crônica persistente pós-operatória estão idade, aspectos socioculturais, obesidade, carga genética, histórico de cirurgias prévias, técnica cirúrgica empregada, isquemia muscular, lesão de nervos, tipo de analgesia e presença de dor pré-operatória. Presença de doenças dolorosas (síndrome do cólon irritável, migrânea, fibromialgia, doença de raynaud, dentre outras) e aspectos psicológicos, como medo do procedimento, expectativa da dor, catastrofização da dor, depressão, ansiedade, estresse, etc, também estão associados. O sexo não parece ter tanta influência.

Existem evidências de que o tratamento agressivo da dor aguda pós operatória pode prevenir as alterações de neuroplasticidade provocada pela sensibilização central após o trauma, enquanto que a analgesia preemptiva (feita antes de se iniciar a cirurgia) tem resultados conflitantes, embora existam estudos com resultados positivos acerca do tema.

No período perioperatório, analgesia multimodal com combinações de fármacos que tenham mecanismos de ação distintos e efeitos aditivos ou sinérgicos parece interferir de forma adequada na complexidade da transmissão dolorosa. A associação de drogas, além de contemplar os diversos alvos inibitórios da fisiopatologia da dor, promove também reduções significativas sem seus efeitos adversos pela diminuição das doses necessárias. No caso dos opióides, há uma queda entre 20% a40% dos efeitos indesejados, sobretudo para náusea, vômitos e sedação. Os esquemas terapêuticos multimodais têm se focado no uso de opioides, agonistas alfa 2-adrenérgicos,antagonistas da COX, gabapentina, pregabalina, esteróides,antagonistas NMDA (quetamina) e anestésicos locais.

 

Prevenção eficaz da DCPO:

• Analgesia perioperatória

• Procedimento cirúrgico com menos trauma

• Evitar lesão de nervos

• Evitar compressão de estruturas

• Melhorar o retorno venoso

• Controlar a diabetes mellitus

• Mobilização precoce

 

 

Texto adaptado de http://dx.doi.org/10.1016/j.bjan.2014.12.002


 

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