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Tendinopatias

December 13, 2017

 

Tendinopatia é um termo genérico usado para denominação de condições que afetam os tendões, sendo responsável por aproximadamente 30% de todas as queixas de origem no sistema músculo – esquelético de pacientes que procuram atendimento médico.

 

Os tendões são uma espécie de “interface” entre os músculos e estruturas esqueléticas e quando são expostos em um ambiente de estresse que ultrapassa o limiar tolerado por eles, acabam por desenvolver lesões, onde o reparo dos mesmos é dificultado devido às suas baixas taxas metabólicas, dessa forma, tornando – se cronicamente degenerados, por isso é uma doença comum que pode levar a dor crônica.

 

Dor e disfunção relacionadas às tendinopatias são frequentemente resistentes aos tratamentos tradicionalmente disponíveis, sendo o diagnóstico basicamente clínico com o auxílio de exames complementares, especialmente os de imagem, destacando – se a ressonância nuclear magnética e a ultrassonografia, sendo a última de grande valor devido a facilidade do seu uso e baixo custo, onde permite visualizar a integridade de estruturas musculares e ósseas e ainda guiar procedimentos sobre os mesmos de forma bem mais precisa. Exemplos comuns de tendinopatias são as que acometem os ombros (síndrome do impacto), epicondilite lateral, tendinopatia glútea, tendinopatia do tendão de aquiles, tendinite patelar, entre outras.

 

Em relação ao tratamento, medidas gerais devem ser adotadas, como alongamento e fortalecimento muscular, crioterapia (compressas frias), imobilização relativa e uso de anti-inflamatórios. Tradicionalmente, essa abordagem associada a injeção de corticosteróides tem como foco principal a resolução do suposto processo inflamatório que está acometendo o tendão, porém atualmente isso é discutível pois a fisiopatologia da doença é baseada na degeneração dos mesmos devido a insuficiência em seu reparo, sendo ainda a injeção de corticosteróides associada a fraqueza do tendão aumentando seu risco de ruptura, bem como outros efeitos a nível sistêmico, como aumento da pressão arterial, glicemia e supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Sendo assim, cade vez mais terapias alternativas visando a regeneração do tecido lesado afim de melhorar a dor e sua função tem sido descritas, como a nitroglicerina tópica, proloterapia, fenestrações, injeções de plasma rico em plaquetas e terapia por ondas de choque.

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