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A dor oncológica

January 3, 2018

A dor é sem dúvidas o sintoma mais temido pelos pacientes acometidos pelo câncer, superando até mesmo o sofrimento gerado pela expectativa da morte. Estima – se que a dor acomete 60 a 80% dos pacientes oncológicos, sendo 20 a 25% na ocasião do diagnóstico. Dessa forma, a OMS (organização mundial de saúde) declarou a dor associada ao câncer uma emergência médica mundial, publicando em 1986 uma escada analgésica baseada em medicações orais que podem controlar a dor em cerca de 90% dos pacientes, sendo os procedimentos intervencionistas reservados em situações especiais.

 

A prevalência da dor oncológica e a falha em seu tratamento podem estar relacionadas a barreiras por parte dos pacientes (medo dos efeitos colaterais), profissionais de saúde (pouco conhecimento sobre o manejo da dor oncológica) e por parte do sistema de saúde (falta de serviços para tratamento da dor e distribuição de medicamentos).

 

Em 75% dos pacientes, o tumor por si só é a causa da dor, sendo a invasão tumoral óssea a causa mais comum (os subtipos mais implicados são os de pulmão, mama, próstata e mieloma) e também por invasão visceral podendo determinar até mesmo quadros de maior gravidade como a  carcinomatose peritoneal. Quando ocorre invasão de estruturas nervosas, denominamos a dor como neuropática, sendo mais comum nos tumores de ápice pulmonar (pancoast). Podemos encontrar também dor de origem neuropática decorrente do tratamento, seja ele radioterapia ou quimioterapia, como plexopatias e neuropatias periféricas, bem como síndromes de dor pós - operatórias, como ocorre por exemplo após mastectomias e toracotomias. Lembrar ainda, que os pacientes podem também sofrer de dor de origem não oncológica.

 

O tratamento da dor oncológica envolve equipe multiprofissional e além disso, não podemos ignorar o sofrimento que acompanha os pacientes, avaliando não só possíveis causas para dor mas também o indivíduo de forma integral, com o objetivo de melhorar sua qualidade de vida ao tratarmos suas queixas e demandas pessoais.

 

Os analgésicos opióides são os principais medicamentos utilizados para o controle da dor em oncologia e seus possíveis efeitos colaterais devem reconhecidos e também tratados, a exemplo da constipação, hiperalgesia, tolerância, náuseas, etc. O principal guia para tratamento da dor oncológica é o preconizado pela OMS e pode ser efetivo em mais de 80% dos casos, consiste na associação de medicamentos por via oral, em intervalos regulares, com manejo adequado das doses e troca de opiódes por outros mais potentes de acordo com o avançar da escada em caso de falha da analgesia, bem como reavaliações frequentes.

 

Apesar do emprego da escada analgésica, de acordo com a intensidade da dor apresentada pelos pacientes, em 10 a 30%  dos casos não se obtém alívio adequado da dor e assim necessitamos de métodos intervencionistas para o controle efetivo, algumas evidências apontam que o seu uso precoce melhora a analgesia e diminui os efeitos colaterais experimentados pelos tratamentos.

Devido a riqueza de detalhes que envolve a abordagem da dor oncológica, ela deve ser manejada preferencialmente pela equipe multiprofissional compostas de preferência em clínicas de dor e cuidados paliativos.

 

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