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Dor pélvica crônica

February 1, 2018

            A dor pélvica crônica é definida como aquela que dura por mais de 6 meses, localizada na pelve, parede abdominal anterior ao nível ou abaixo do umbigo, coluna lombossacra e nádegas, sendo suficiente para causar incapacidade laborativa e/ou requerer atenção médica especializada. Estima – se que cerca de 14,7% das mulheres em idade reprodutiva sofrem da síndrome e muitas vezes apresentam mais de uma condição contribuindo para sua dor crônica.

 

            Os principais passos na avaliação destas pacientes consistem em história clínica e exame físico adequados para dessa forma podermos distinguir as possíveis causas, sendo elas ginecológicas (em geral dor associada à menstruação e relação sexual), gastrointestinais (náuseas, vômitos, diarréia, constipação), geniturinárias (dor ao urinar, alterações miccionais), musculoesqueléticas, neurogênicas (dores em queimação, choques, com alterações de sensibilidade nos trajetos dos nervos acometidos), infecciosas (presença de febre baixa e outros sinais de toxemia), oncológicas (tumores primários e/ou metastáticos) e psicológicas.

 

            Embora os diagnósticos mais comuns das causas de dor pélvica crônica na mulher sejam endometriose, aderências, síndrome do intestino irritável e cistite intersticial/síndrome da bexiga dolorosa, o envolvimento do sistema musculoesquelético na origem e perpetuação da DPC tem sido cada vez mais demonstrado, devido a isso, o exame físico não deve contemplar apenas a parte ginecológica, mas avaliar músculos, articulações, nervos periféricos, coluna lombar e parede abdominal. A síndrome miofascial dos músculos do assoalho pélvico bem como do abdômen podem ser as principais causas de dor, bem como se sobrepor a outras etiologias, tornando o diagnóstico muitas vezes desafiador.  Exame proctológico adequado, também serve para descartar patologias da região perianal, como hemorróidas e fissura anal, bem como nos alertar para outras patologias menos comuns como proctalgia fugax, coccigodinia, neuropatia do nervo pudendo, etc. Além disso, é importante identificar história de abuso sexual, porque se configura fator de risco importante para desenvolvimento da dor pélvica crônica.

 

            Em geral, os principais exames complementares que auxiliam no diagnóstico são a ressonância nuclear magnética e a ultrassonografia, porém demais exames podem ser solicitados de acordo com cada caso em especial, como colonoscopias, cistoscopias, laparoscopias (como é comum para avaliação de endometriose, sendo também terapêutica), exames laboratoriais, culturas de urina e fezes.

 

            A medicina intervencionista da dor também se apresenta como uma grande ferramenta tanto diagnóstica como terapêutica, onde através dos bloqueios anestésicos, podemos identificar os verdadeiros locais de dor e ao mesmo tempo instituir tratamento preciso por meio de descompressões nervosas (hidrodissecções), radiofrequências, injeções de toxina botulínica, terapia regenerativa, etc, lembrando que apesar de cada patologia apresentar tratamento específico, como no caso da endometriose em que usamos anticoncepcionais combinados e por vezes a ablação dos focos de endometriose por laparoscopia, mudanças na alimentação no caso de distúrbios gastrointestinais como evitar o consumo de lactose, a abordagem multiprofissional mais uma vez se mostra de extremo valor, sendo de suma importância uma atenção integral ao indivíduo que sofre desta patologia visando mudar seus hábitos de vida e assim fornecendo maior êxito ao tratamento médico instituído.

 

 

 

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