February 11, 2019

January 3, 2019

Please reload

Posts Recentes

I'm busy working on my blog posts. Watch this space!

Please reload

Posts Em Destaque

Os benefícios da meditação para o tratamento da dor crônica!

May 1, 2018

                                               

Ao falarmos em meditação é comum associarmos sua prática às tradições orientais hinduísta e budista, tendo em vista que estas culturas desenvolveram e aprimoraram a sua prática ao longo de milênios. Todavia, não se pode identificar precisamente a data ou a origem histórica da prática.

 

Existem relatos de que a literatura mística do norte da Índia, entre 1500 e 1000 a.C., já apresentava técnicas de meditação, enquanto que a literatura taoísta na antiga China, por volta de 300 a.C., expunha exercícios meditativos de forma sistematizada com mestres como Lao-Tzu e Chuang-Tzu3. A referência histórica mais conhecida sobre a prática meditativa é a filosofia budista que abrange diversas tradições, crenças e práticas baseadas nos ensinamentos de Buda – Sidarta Gautama nasceu por volta do ano 566 a.C.

 

É importante frisar que, apesar da prática de meditação ter berço em meio ao misticismo da cultura oriental, ela pode ser realizada independentemente da crença do indivíduo, não se confundindo com uma prática religiosa. A sua disseminação se deu através da prática de Yoga, espalhando-se também pelo mundo ocidental.

 

Antes de aprofundar sobre o que seria a prática de meditação, é importante expor uma breve introdução sobre o que é Yoga4. Definir precisamente Yoga é tarefa árdua, mas pode-se dizer que o Yoga é a ciência do autoconhecimento, é uma prática que leva ao domínio da mente e a conexão do ser humano com o seu eu interior. Pode-se dizer ainda que Yoga é um estilo de vida.

Patañjali, o “Fundador do Yoga”, traz a seguinte definição: “O aquietamento das ondas mentais é Yoga” – II sutra – Yogas citta vrtti nirodhah – (SATCHIDANANDA, 2000, p. 03)5. Já o professor Hermógenes introduz o conceito de Yoga nos seguintes termos:

 

A palavra Yoga vem da raiz sânscrita yuj, cujo significado é precisamente jugo, junção, união, comunhão, integração (...). Yoga também quer dizer unificação de si mesmo. O que implica levar o homem vulgar a transcender o atual estado de mediocridade em que vive: “uma casa dividida contra si mesma”. O homem comum é um incoerente e desarmônico fervilhar de desejos, pensamentos, paixões, hábitos, emoções, preconceitos, sentimentos, ideias e ideias, lembranças, atitudes conscientes e inconscientes. O homem não é, infelizmente, uma unidade e sim um desastrado conflito, uma guerra civil incessante. Não tem paz. Não tem força. Unificar-se, tornando-se um todo harmônico, é seu destino superior. Em outras palavras, Yoga é o que lhe falta (HERMÓGENES, 2016, p. 32 e 33)6.

 

Quando a palavra Yoga é mencionada, normalmente as pessoas a associam à prática de posturas (ásanas) que desenvolvem relaxamento e flexibilidade no corpo físico. Mas isto é apenas um de seus aspectos, sendo que o verdadeiro intuito desta prática é adquirir equilíbrio sobre o fluxo de energia no organismo e preparar o indivíduo para as técnicas seguintes – tais como as técnicas de respiração, concentração e meditação.

 

O conjunto de práticas e ensinamentos éticos do Yoga atua no indivíduo de forma integral, considerando as inter-relações existentes entre os sistemas fisiológico, energético, emocional e psíquico, passando pela visão e leitura de mundo, chegando aos relacionamentos com outros seres e com o meio (SCHULZ, 2016)7.

 

A prática da meditação está contida na “ciência do Yoga”. Intitulada como dhyána, a meditação se apresenta como o penúltimo estágio da escada de Patañjali8– sistema organizado no intuito de levar o indivíduo a um estado de bem-aventurança (samádhi).

 

É importante frisar que existe uma distinção entre as técnicas de meditação (dhyána) e concentração (dháraná) dentro da ciência do Yoga – segundo os ensinamentos de Patañjali –, embora esta diferenciação não seja realizada no mundo ocidental que acaba por unificar os conceitos das duas técnicas intitulando-as unicamente como meditação. Desta forma, usualmente, os praticantes de “meditação” no ocidente estão, na verdade, realizando técnicas de concentração, que é um estágio que antecede a prática da meditação propriamente dita.

 

A técnica de concentração – dháraná como é conhecida na linguagem em sânscrito – consiste na atividade de focar em um ponto só, limitando a atividade da consciência ao interior do objeto sobre o qual se metida. E deve ser praticada com regularidade. Para se realizar a concentração, não se deve fazer esforço, o praticante deve apenas evitar entrar em conflito com os próprios pensamentos (KUPFER, 2001, p. 24)10. A técnica exige que o sujeito foque no objeto de meditação, sem distrair-se dele, e que naturalmente silencie os diálogos que advém à sua mente durante a prática de introspecção.

 

A meditação propriamente dita (dhyána) consiste em parar o fluxo de pensamento, sendo ela o resultado espontâneo da concentração da consciência. O professor Pedro Kupfer relata que a meditação não pode ser ensinada e que as suas instruções terminam na concentração, devendo o praticante continuar sozinho até atingir o estado meditativo (KUPFER, 2001, p. 25).

 

Diversas são técnicas de concentração desenvolvidas ao longo de milênios – das mais tradicionais da escola budista, às mais modernas como a mindfulness ou atenção plena –, na pretensão de promover o estado meditativo e os benefícios imanentes, como a melhora da saúde, o bem-estar e a felicidade, capacitando o indivíduo a enfrentar e superar diversos tipos de problemas emocionais, sociais, de produtividade, patológicos, etc.

 

A meditação e os benefícios para a saúde do paciente com dores crônicas:

 

A meditação começou a ser difundida no ocidente somente a partir da década de 60, quando os bons resultados experimentados pelos praticantes despertou a curiosidade de diversos profissionais da área da saúde, que passaram a estudar os seus efeitos.

 

A prática traz diversos benefícios tanto para a saúde mental, quanto para a saúde física do praticante, e dentre estes benefícios podemos citar o combate ao estresse e a ansiedade; proporciona um estado de alegria, tranquilidade e entusiasmo; diminui as tensões do corpo relacionadas à dor muscular, dor de cabeça e insônia; melhora o humor; ativa o sistema imunológico; eleva os padrões cerebrais do estado alfa; proporciona maior estabilidade emocional; aumenta a criatividade; desenvolve a intuição; amplia a concentração; etc.

 

Atualmente, a comunidade científica vem apontando alguns dos efeitos produzidos pela meditação no corpo do praticante através das alterações promovidas no sistema nervoso central.

 

Uma das alterações mais relatadas pelos pesquisadores é a ativação de áreas do cérebro responsáveis por expedir os comandos de produção dos chamados hormônios do bem-estar, inibindo a produção dos hormônios de estresse.

 

Baptista e Dantas (2002, s/p), em investigação sobre os efeitos da prática de meditação no combate ao estresse, citam uma melhora na vida do praticante nos aspectos físico, emocional, intelectual, social e espiritual:

 

Os efeitos psicoenergéticos e psicoespirituais são de relevantes benefícios ao equilíbrio psicossomático de seu praticante. Possuindo efeitos semelhantes e mais profundos do que o relaxamento (yoganidra). Seus benefícios vão desde a redução do stress ao aumento da capacidade mental. Nota-se que a capacidade de concentração melhora os hábitos comportamentais relacionados com o stress, distúrbios alimentares, hipertensão arterial e hiperatividade mental, Battison (1998) - Baptista e Dantas (2002, s/p).

 

Estes efeitos psicossomáticos podem ser explicados com base na inteligência do nosso próprio organismo, que possui uma comunicação bidirecional entre mente-corpo, de modo que o estado da mente influencia o estado de saúde do corpo e o estado do corpo influencia o estado de saúde da mente. Nota-se que existe uma constante troca de importantes informações para fins de promover o gerenciamento dos diversos sistemas do organismo – o sistema imunológico, o sistema endócrino e o sistema nervoso autônomo.

 

Essa relação estreita demonstra a importância do cuidado da saúde mental para a manutenção da saúde do próprio corpo, e vice-versa. Para tanto, conclui-se que o trato do organismo humano sempre depende de um estudo multifatorial e integrado. A meditação vai atuar no trato mente-corpo através de alterações promovidas nas sinapses e da criação de novas conexões neuronais.

Richard J. Davidson é um neurocientista norte-americano que comprovou, por intermédio de estudos realizados com meditadores e monges, a capacidade de se controlar os impulsos de ansiedade e depressão com as práticas meditativas. Em seu livro O Estilo Emocional do Cérebro, ele explica como é possível modificar o cérebro, criando novas conexões neuronais, através da prática de concentração e meditação, alterando a maneira do indivíduo de pensar, sentir e viver. Ele relata que “A meditação da consciência plena serve como um retreinamento da mente, de forma que utilizamos a plasticidade cerebral para criar novas conexões, fortalecer algumas antigas e enfraquecer outras” (DAVIDSON, 2013, s/p, E-book).

 

A meditação, tecnicamente falando, promove a reestruturação e a ativação de novas conexões neuronais – trabalha a neuroplasticidade cerebral –, o que possibilita a mudança não só dos estados emocionais, mas também dos estilos emocionais dos praticantes.

 

Os estudos de Richard J. Davidson destacam que a prática de meditação traz os seguintes benefícios – dentre outros – para a saúde emocional dos meditadores:

 

  • A redução do estresse por meio da meditação da consciência plena aumenta a ativação pré-frontal esquerda. Essa é a marca característica de um estilo de recuperação rápida na dimensão Resiliência, associada a maior resiliência após uma situação estressante.

  • Um período mais intenso de meditação da consciência plena melhora a atenção seletiva e reduz a intermitência da atenção, fazendo com que as pessoas se movam em direção ao lado concentrado da dimensão Atenção. Em ambos os casos, a meditação da consciência plena fortalece a regulação pré-frontal das redes cerebrais envolvidas na atenção, em parte por fortalecer as conexões entre o córtex pré-frontal e outras regiões cerebrais relacionadas com a atenção.

  • A meditação compassiva pode empurrar uma pessoa para o lado positivo da dimensão Atitude, pois fortalece as conexões entre o córtex pré-frontal e outras regiões cerebrais relacionadas com a empatia.

  • A meditação compassiva provavelmente promove a Intuição Social[...] (DAVIDSON, 2013, s/p, E-book).

 

Pode-se dizer que as emoções funcionam como uma espécie de atividade mental que são capazes de afetar a própria fisiologia do indivíduo, inclusive criar ou curar patologias. Em pacientes com dores crônicas, através da prática de meditação, é possível alterar o estilo emocional do paciente, o que influencia no tráfego de informações entre mente e corpo, melhorando a resposta do organismo às dores e combatendo os quadros de ansiedade e depressão que surgem com a sensação de impotência e desesperança causada pela dor.

 

A técnica Mindfulness foi desenvolvida por Jon Kabat-Zinn – pesquisador da Universidade de Massachusetss – especialmente para o tratamento de pacientes que sofrem com dores. Goleman informa que com a utilização desta técnica, verificou-se que a meditação consciente junto com a prática de Yoga reduziu a necessidade do uso de analgésicos e a intensidade da dor e os sintomas a ela relacionados em pessoas com dores crônicas.

 

[...] As causas do sofrimento iam desde dores nas costas e na cabeça (enxaqueca e tensão) aos vários casos vistos em clínicas da dor. Quatro anos após o final do treinamento, os benefícios ainda se mantinham.

Todas as técnicas de relaxamento estão sendo usadas por pacientes dos mais variados tipos, especialmente nos casos em que o estresse é a causa principal do problema – e existem pouquíssimos casos em que isso não ocorre. Algumas das aplicações mais promissoras estão sendo vistas no combate aos efeitos colaterais da hemodiálise e da quimioterapia, e no tratamento de distúrbios gastrointestinais, insônia, enfisema e doenças de pele (GOLEMAN, 2016, p. 26/27).

 

Daniel Goleman, renomado escritor internacional e psicólogo, também desenvolveu uma série de pesquisas na área da meditação que explicam os benefícios da prática no combate ao estresse. Em seu livro A Arte da Meditação, o cientista relata, em estudos realizados por ele juntamente com seu orientador Gary Schwartz, que diante da exposição a situações estressantes, os meditadores se recuperavam muito mais rapidamente do que aquelas pessoas que não meditavam. Seus estudos foram realizados com base um grupo de controle que possuía praticantes e não praticantes de meditação, sendo que os meditadores realizavam uma prática regular de cerca de 20 minutos diários de meditação.

 

O cientista explica que pessoas cronicamente ansiosas ou com problemas psicossomáticos possuem um padrão específico de reação ao estresse e, diante de uma situação estressante, há uma reação de mobilização do corpo, de luta ou fuga, visando enfrentar o desafio; mas cessado o problema, o corpo não consegue voltar ao estado normal. Ao invés do corpo relaxar e recuperar suas energias, ele continua em estado de tensão.

 

Os praticantes regulares de meditação, por sua vez, lidam com o estresse de modo a romper o espiral de reação de luta ou fuga, alcançando o estado de relaxamento com maior frequência do que o indivíduo que não medita, após um desafio ter sido superado.

 

Dentre as propriedades curativas relacionadas à prática da meditação, foi destacado também o tratamento da gravidade da hipertensão arterial, a redução do estresse e da ansiedade, a diminuição de resfriados e de dores de cabeça, a regulação do nível de glicose no sangue em diabéticos, etc. Goleman ressalta, inclusive, que a meditação possui maior eficiência em relação a outras técnicas de relaxamento ocidentais:

 

[...] A meditação difere de outras técnicas de relaxamento em seus componentes reflexivos, como Herbert Benson destacou em seu best-seller The Relaxation Response, mas uma de suas principais qualidades terapêuticas está na eficácia em levar a pessoa que medita a um estado de relaxamento bastante profundo.

 

Com o prosseguimento das pesquisas das técnicas de relaxamento como meio para se lidar com o estresse, sua eficácia tornou-se mais evidente. As alterações neuroendócrinas conseguidas com um relaxamento intenso mostraram ser mais profundas do que imaginaram os primeiros pesquisadores, que viam as técnicas de relaxamento principalmente como um meio para aliviar a tensão muscular e a preocupação mental. Investigações mais sofisticadas revelaram profundos efeitos do relaxamento em funções imunológicas e no âmbito de outras alterações, com aplicações clínicas específicas (GOLEMAN, 2016, p. 23/24).

 

A prática de meditação se difere das demais técnicas de relaxamento ocidentais por conduzir o praticante a um estado intenso de relaxamento e introspecção. Ainda, pode-se dizer que se trata de uma prática que atua no campo da metafísica, e é justamente neste contexto que se pode compreender a verdadeira transformação que essa prática produz no indivíduo.

 

A meditação realizada no Yoga trabalha não apenas o corpo físico e a mente, mas também o corpo sutil e seus campos de energia. Tradicionalmente, o Yoga realiza um trabalho dedicado à respiração e ao alinhamento e equilíbrio dos sete principais centros de energia do corpo, os intitulados chakras.

 

Partindo da concepção de que tudo que existe no Universo é composto por energia, considera-se que o nosso corpo também é formado por energia condensada, ou seja, matéria. E toda essa energia condensada é distribuída para o corpo através de canais (nadis) que nutrem os órgãos e os sistemas do corpo humano, sendo que o bloqueio desta energia pode influir diretamente na saúde física e psíquica do indivíduo.

 

Cada um desses vórtices de energia é responsável por funções específicas no corpo e em áreas de atuação na vida. Através do estímulo destes centros de energia, a prática de Yoga produz efeitos diretos no plexo nervoso e nas glândulas do corpo humano, além de tratar o condicionamento físico e psíquico.

 

O professor Hermógenes (2016, p. 53) destaca que enquanto a ciência médica ocidental veio a perceber que o mecanismo das emoções gera enfermidades ou saúde somente em meados de 1936, a milenar ciência yoguin já explicava a interação psicossomática de maneira completa, com base no duplo etérico, um intermediário entre o corpo físico e a mente. Segundo o entendimento yoguin, o bom e mau funcionamento da anatomia e fisiologia do corpo material seria reflexo da própria anatomia e fisiologia do corpo sutil, que, por seu turno, respondem às estimulações do pensamento e das emoções.

 

O Yoga tem por finalidade última o estado meditativo, embora a prática de meditação não esteja vinculada necessariamente às outras técnicas, como os ásanas (posturas físicas), sendo possível o ingresso direto na prática meditativa com a obtenção de seus benefícios – as outras práticas são preparativas para a meditação, por viabilizarem o equilíbrio dos centros de energia do corpo e trazerem benefícios extras.

 

A meditação objetiva reequilibrar o nosso corpo bioenergético, promovendo o desbloqueio do fluxo de energia interno. E a liberação desta energia gera efeitos psicoenergéticos e psicoespirituais no praticante, causando influências nos aspectos físico, emocional, intelectual, social e espiritual. Consequentemente, a meditação leva o praticante a uma sensação de contentamento, consigo mesmo e com os demais seres a sua volta, transformando o seu próprio estilo de vida.

 

Com base nos ensinamentos tradicionais do Yoga, poder-se-ia dizer que a verdadeira causa de determinadas doenças está profundamente escondida na consciência do indivíduo, e se o problema ou conflito psicológico que causa a doença é parte da consciência, conclui-se que, na verdade, as pessoas não adoecem.

 

A verdadeira busca pela solução das doenças deve estar na cura interior. Quando uma pessoa sofre um desequilíbrio profundo por dentro, isso se manifestará no seu corpo como o sintoma de uma doença. Isto é uma mensagem da alma que exige uma mudança de vida em alguma área ou aspecto interior. A meditação abre este caminho de mudança ao promover a expansão da consciência e a ampliação da auto-observação, desenvolvendo também a resiliência, a autoconfiança e a introspecção.

 

A técnica da meditação vai auxiliar os pacientes portadores de dores crônicas a adotar uma nova postura emocional e a realizar as mudanças necessárias em seu cotidiano – criando novos hábitos angulares desde os aspectos nutricionais a atividades de lazer –, para o trato ou convívio com a dor, no intuito de adotar uma vida mais ativa e significativa.

 

Transcrevendo em números, estudos relatam que a prática de meditação permite um maior controle do comportamento e raciocínio perante a dor, havendo uma redução igual ou maior que 33% no índice de classificação de dor em 65% dos pacientes de dor crônica, e uma redução da dor igual ou maior que 50% em 50% dos pacientes em análise.

 

Relatos não faltam sobre as boas experiências vivenciais adquiridas por praticantes de meditação, em especial por portadores de dores crônicas, tais como aquelas decorrentes de câncer, dores ciáticas, esclerose múltipla, fibromialgia, etc. Exemplo disso é a impressionante história de Garth McLean, professor sênior de Iyengar Yoga da Califórnia, que era um alto executivo de Hollywood, mas teve sua vida modificada drasticamente quando recebeu um diagnóstico de esclerose múltipla. Ele contornou os sintomas da patologia com a prática de Yoga e, posteriormente, tornou-se um renomado professor de Iyengar Yoga, ajudando e inspirando professores e alunos com esclerose múltipla em todo o mundo.

 

Sobre as técnicas utilizadas, não há uma específica a ser indicada e todas possuem o mesmo potencial, ficando a critério do paciente optar por aquela que melhor se enquadre ao seu perfil.

 

O ideal é que as pessoas que sofrem com dores crônicas procurem acompanhamento médico junto ao profissional especializado em Clínica da Dor para realizar o tratamento de acordo com as especificidades de sua condição e origem patológica. Aliado a este tratamento, é possível também realizar a prática de meditação junto a um instrutor com formação em Yoga ou curso específico de práticas de meditativas.

 

 

Autora:

 

Aline Abrantes Nascimento. Advogada; graduada em Direito pela Faculdade de Direito do Vale do Rio Doce (Fadivale); pós-graduada em Direito Ambiental e Urbanístico e em Direito Civil pela Universidade Anhanguera-Uniderp através da rede de ensino LFG-Ead. Instrutora de Yoga formada na Escola de Yoga Shamkara, em Governador Valadares/MG; participou do Satsang e Meditação intensivo com Veetshish Om; part